Clonagem em prótese total – Capítulo 1
Todas as vezes que ministramos um curso sobre Clonagem em Prótese Total, uma grande parcela dos alunos nos indaga se há alguma publicação a respeito desse assunto e como conseguir esse material.
Queremos esclarecer que foi publicado pela Revista Brasileira de Prótese Clinica Laboratorial, com o nome de TÉCNICA DA CLONAGEM EM PRÓTESE TOTAL, de autoria de Tomaz Gomes, Fabiano Leoni Gomes e Osmar Vieira de Castro Jr, edição de Março/Abril de 2003, volume 5, páginas 101 a 108. Em virtude da revista ser fornecida só por assinatura, muitos deixaram de ter acesso à referida publicação. Como os pedidos tem sido com grande frequência, resolvemos escrever nova matéria e publicar em capítulos toda semana aqui no Portal da Vipi. Ao todo serão 10 capítulos que você poderá imprimir e colecionar.
Clonagem em prótese total – Capítulo 1
As tentativas para o aprimoramento na elaboração de uma prótese total, tem sido frequentes, desde os primórdios da Odontologia. As evoluções são bastante claras; porém ainda nos dias atuais muitos profissionais que querem executar adequadamente uma Prótese Total, sentem dificuldades. É muito comum ouvir de dentistas recém formados, a afirmativa de que preferem escolher outras especialidades no lugar da prótese total.
O protocolo que iremos detalhar, dentro da técnica que denominamos de Clonagem, é mais uma tentativa para desvendar muitos dos mistérios apresentados na confecção de uma prótese total bimaxilar ou mesmo unimaxilar.
Pelas técnicas habituais, ao se executar uma prótese bimaxilar, parte-se de rebordos desdentados, com poucas informações, obtém-se moldes de estudos, cujas moldagens são feitas pela pressão das mãos do dentista. A seguir, confeccionam-se modelos e depois as moldeiras individuais, tentando-se imaginar qual seriam os limites daquelas áreas basais. Essas moldeiras são provadas na boca do paciente e através das observações visuais e movimentos musculares, o profissional tenta definir os limites. Como essas moldeiras possuem cabos e tem que ser pressionadas com uma das mãos para se manter estável, às vezes fica difícil a movimentação dos lábios e bochecha, para verificar se não tem interferências. Após essa etapa, o dentista coloca godiva plastificada nas bordas da moldeira, leva à boca, segura com uma das mãos, e com outra vai fazendo a dinâmica muscular para definir bem os limites do fundo de sulco vestibular e também o do post-dam. Definidos os limites, preparam-se os materiais e executam-se as moldagens funcionais, também com a pressão das mãos do dentista. A etapa seguinte é a obtenção de modelos em gesso especial, sobre eles, as bases de prova e sobre elas planos de orientações em cera; os quais sempre necessitam de ajustes na boca; pois, com a perda dos dentes, é necessário o restabelecimento do apoio de lábios do paciente.
Após o ajuste dos planos de cera, através do qual o profissional tenta estabelecer a dimensão vertical e a relação de oclusão, fixa-os com grampos metálicos, prendendo-os na forquilha do arco facial para posterior transporte ao articulador. Um dos erros mais frequentes verificados, é o da relação de oclusão. A partir daí, os dentes são montados nas próteses, provadas, acrilizadas, polidas e instaladas na boca do paciente. Os controles posteriores irão indicar o quanto de erros se cometeu na elaboração do trabalho, que serão proporcionais às machucaduras apresentadas.
Pela técnica da Clonagem, a elaboração é bem mais descomplicada, porque partimos de informações já existentes, obtidas através das próteses que o paciente esta utilizando. Uma das peguntas mais frequentes, é se não iremos repetir nas próteses novas, os erros que porventura existem nas antigas. Queremos deixar claro que não. O que iremos fazer é um bom planejamento, anotando na ficha do paciente todos os pontos positivos que agradam; bem como os negativos, para poder conservá-los ou corrigi-los. Na Clonagem, as próteses não ficam isentas de todos os planejamentos necessários e exigidos em qualquer outra técnica. O que se busca nessa nova proposta, é confeccionar novas próteses partindo do pressuposto de que as anteriores, independente do tempo de uso, estejam próximas do ideal. Consideramos uma prótese dupla próxima do ideal, quando verificamos que a dimensão vertical está quase correta, que a relação de oclusal está estável, que nesse momento o paciente esteja abrindo e fechando a boca numa mesma posição, permitindo a máxima intercuspidação dos dentes, que a posição dos dentes anteriores esteja adequada e paralela ao plano de Fox, que os dentes posteriores tenham sido montados seguindo o plano de Camper, que a linha mediana das próteses esteja coincidente com a linha vertical e central da face, que a cor da resina acrílicas das próteses antigas esteja da mesma cor da mucosa gengival do paciente, que o apoio de lábios proporcionado pelas próteses antigas esteja bom; enfim, devemos anotar na ficha do paciente, muito claramente, todos esses dados.
Um procedimento que verificamos quase que rotineiramente, é quando um paciente que utiliza próteses há mais de 10 anos e vai a um dentista para fazer outras, pelas técnicas habituais, faz-se as moldagens e em aproximadamente um mês, instalam-se as novas próteses, sem considerar a grande variação da dimensão vertical perdida ao longo dos anos. Será que os músculos estão preparados para tão drástica mudança?
Na Clonagem, fazemos gradativamente; semana por semana, um acréscimo de resina na oclusal dos dentes, até que o paciente sinta-se confortável com a nova dimensão vertical. Só a partir desse ponto é que iremos proceder à Clonagem das próteses, que consideradas dentro do padrão ideal irão gerar duas novas cópias, que servirão como moldeiras dentadas e irão proporcionar ao dentista mais segurança na confecção do seu trabalho. Nesta técnica, a pressão aplicada para distribuir o material de moldagem, é fisiológica e individualizada para cada paciente, pois é a oclusão dos clones que determina essa força. Iremos descrever a seguir, um protocolo, que deverá ser seguido cuidadosamente por aqueles que queiram aderir a esta técnica.
Protocolo para a execução da técnica de Clonagem:
01- Duplicação das próteses com silicone,obtendo-se os clones;
02- Prova dos clones na boca do paciente, verificando se a oclusão não apresenta interferências;
03- Determinação da oclusão habitual, colocando godiva ou resina foto sobre os dentes dos clones;
04- Recuperação fisiológica do limite periférico dos clones;
05- Moldagens com os clones, na seguinte ordem: primeiro o superior e depois o inferior;
06- Referência do clone superior, na forquilha do arco facial;
07- Ajuste do arco facial no paciente, anotando-se na sua ficha, a distância intercondilar;
08- Transferência do clone superior, utilizando-se do arco facial;
09- Escolha da cor dos dentes e da mucosa gengival, utilizando-se escalas adequadas;
10- Preparo periférico dos moldes, obtidos através dos clones, com vazamento em gesso especial, para a obtenção dos modelos de trabalho;
11- Preparo do articulador, colocando os postes na distância intercondilar definida, com a marcação de 30 graus para a trajetória condilar, e zero graus para os ângulos de Bennet;
12- Montagem com o arco facial, em articulador semi-ajustável, do clone superior, com o respectivo modelo de trabalho;
13- Montagem no articulador, do clone inferior com o seu respectivo modelo de trabalho;
14- Retirada do clone inferior do articulador, separando-o do seu respectivo modelo;
15- Confecção do modelo inferior, de uma
base de prova e de um plano de orientação em cera, seguindo-se as referências ao arco vestibular do clone superior, marcando-se as linhas, mediana, e das comissuras;
16- Retirada do clone superior do articulador, separando-se do seu respectivo modelo;
17- Confecção no modelo superior, de uma base de prova e de um plano de orientação em cera, seguindo-se a referência vestibular do plano de cera inferior, marcando-se as linhas, mediana, das comissuras e a altura dos dentes;
18- Prova dos planos de orientações, acertos do plano de Fox e de Camper, e individualização da curva de compensação do paciente;
19- Calibragem do articulador registrando-se as tragetórias condilares e os ângulos de Bennet;
20- Duplicação em silicone, da curva individual, através da superfície oclusal do plano de orientação superior;
21- Montagem dos dentes superiores;
22- Montagem dos dentes inferiores;
23- Escultura em cera, da gengiva artificial;
24- Prova estética das próteses na boca do paciente;
25- Acrilização das próteses e elaboração final;
26- Instalação das próteses na boca do paciente;
27- Controles posteriores.
Na próxima semana, apresentaremos detalhadamente cada item do protocolo de Clonagem.







Acredito nesta terapia, e também no aproveitamento de zonas neutras condicionadas ao tempo de uso das próteses antigas.
Muito bom, quando podemos ganhar mais vida com a nova prova, porém aproveitando as fisiologias que a prótese antiga condicionou.
Parabens!!
[...] Continuando com a Técnica da Clonagem em Prótese Total, publicada na semana passada. Vamos agora detalhar minuciosamente cada passo do protocolo anteriormente citado: [...]
devido a correria fazia tempo que não abria minha caixa de e-mail,e o que vejo aqui??????esta maravilha de curso sobre clonagem terapéutica que é muito interessante,adorei e farei um grande proveito deste curso…obrigada!
Valeu, Cliciane.
Entre no site do Sr. Tomaz
http://www.clonagemprotesetotal.com.br
nele você irá ter a sua disposição outros temas que
julgar interessante.
abraço
Ari.
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Curso STG – Formosa/GO
Curso STG realizado na cidade de Formosa/GO.
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Fundada em 1977, em Pirassununga, interior paulista, a VIPI iniciou suas atividades num pequeno espaço. Transformá-la numa empresa respeitada no mercado já era o objetivo de seus fundadores, que desde o princípio, adotaram um comportamento empresarial baseado no comprometimento com o cliente. Isto resultou numa busca permanente de aperfeiçoamento.
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